Hoje em dia é muito comum ouvir pessoas se queixando de dores articulares, principalmente no joelho. E não é difícil de encontrar aquelas com o diagnostico de condromalácea.
A condromalácea nada mais é que um processo lesivo na cartilagem da patela (mas conhecido como rótula) que se articula com a tróclea do fêmur (Osso da coxa), e sua gravidade é tida em quatro graus distintos.
1º grau: amolecimento da cartilagem com, eventualmente, leve edema subcondral
2º grau: fissuras na cartilagem, menores que 1,3cm.
3º grau: fissuras iguais ou maiores a 1,3cm.
4º grau: fissuras que chegam até o osso.
São várias as causas que podem causar a crondromalácea, traumas, variações anatômicas, mas as mais comuns vem do desalinhamento e disfunção muscular.
Quando há esse desalinhamento de forças na musculatura, principalmente do quadríceps e/ou glúteo médio, a patela começa a percorrer um caminho não natural da articulação, iniciando assim o processo lesivo.
Como não há vascularização na cartilagem, seu processo regenerativo é extremamente lento, mas havendo a correção do movimento e fortalecimento muscular a dor pode ser praticamente cessada.
Em relação a atividade física nas academias, o primeiro trabalho a ser adota nos casos de condromalácea geralmente são os isométricos, que não exigem da movimentação articular. Mas nada impede que o aluno faço os exercícios da forma convencional, isso vai depender do grau de limitação de cada indivíduo.
O ideal é que a pessoas com diagnostico de condromalácea procure primeiramente um fisioterapeuta. É ele quem irá determinar qual a causa exata e iniciar o trabalho mais adequado (correção do movimento, volta da função e atividade muscular normal, etc.). Depois sim, procurar um educador físico para iniciar o trabalho de fortalecimento e a rotina de exercícios físicos!
Plácido Andrade
Acadêmico em Educação Física
Faculdade Estácio de Sá - Vitória